TECNOSOLO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Overview

Em fins de 1957, o prof. Antonio José da Costa Nunes, engenheiro notável e precursor no Brasil dos conceitos da Mecânicas dos Solos, disciplina recém introduzidas nos fundamentos dos cursos de engenharia civil, reuniu um pequeno grupo de outros excepcionais técnicos, e fundou a TECNOSOLO destinada, primeiramente, aos estudos dos solos e aplicativos de tecnologias inovadoras nessa área. Costa Nunes, como professor catedrático da Cadeira de Física da então, Escola Politécnica da Universidade do Brasil, conseguiu, no seu dia a dia de magistério, capitanear dezenas de alunos com potencial intelectual diferenciado, constituindo, de forma pioneira, uma equipe de estagiários voltados unicamente para as tecnologias dos solos. O nome da nova empresa, caracterizou, obviamente, sua razão social: a Técnica dos Solos. As sondagens geotécnicas e os ensaios de laboratórios e de campo foram os primeiros serviços prestados. A partir de então, a logomarca contida nas placas de obras, inundaram a cidade do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. Costa Nunes era um incentivador de simpósios e congressos e “forçava” seus discípulos a deles participar. Em pouco tempo, a TECNOSOLO passou a se destacar pelo alto padrão de seu corpo técnico, que foi responsável por consolidar A MARCA TECNOSOLO com amplitude, inclusive, internacional. Muito antes mesmo que se criassem no Brasil as Certificações de Qualidade da ISO, a Empresa já estabelecera seus próprios manuais operacionais, verdadeiras enciclopédias especializadas. Como consequência dessa estruturação, e com a genialidade de Costa Nunes e seus discípulos, a empresa criou e desenvolveu, com pioneirismo mundial, a técnica das ancoragens protendidas, responsável pelas estabilizações de terraplenos. Em decorrência das enchentes de 1966/67, surgiram gravíssimos acidentes nas encostas da rua Santo Amaro, Santa Teresa e Serra das Araras, obrigando a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro a criar um Instituto de Geotécnica, para preservar as encostas da região metropolitana. A TECNOSOLO cedeu então, inúmeros de seus técnicos para compor os quadros daquela instituição, que anos mais tarde, se transformou na fundação Geo-Rio de renome internacional. A TECNOSOLO foi a empresa brasileira que mais formou engenheiros geotécnicos, numa época em que os cursos de mestrados e doutorados ainda estavam em fase embrionária de implantação nas Universidades. Mais tarde, muitos desses brilhantes profissionais, vieram a constituir suas próprias empresas, passando a disputar o mesmo segmento de mercado. Assim, com novos e competentes competidores que ela própria forjou, a empresa teve que, para ficar à frente da concorrência, mais uma vez, incrementar suas próprias tecnologias e implementou o “TECNOCENTRO”, um laboratório destinado a conceber e aprimorar tecnologias. Dentro desse programa de fomento, foram firmados convênios com empresas internacionais, com troca de conhecimentos recíprocos. Assim, por exemplo, a empresa se habilitou na tecnologia francesa das consolidações dinâmicas, ancoragens pivotantes e ensaios pressiométricos sendo a única no Brasil, a deter essas metodologias. Nessa ocasião, o atual presidente do Conselho da TECNOSOLO, foi o responsável para transladar esse acervo técnico para nosso país, depois de estagiar na Techniques Louis Menard e acompanhar dezenas de trabalhos, em canteiros de obras por toda a França. Conveniada com um grupo austríaco, passou a produzir fios para confecção de tirantes protendidos, constituídos de resinas e fibras de vidro, com resistência superior a do aço e imunes à corrosão. No campo da agricultura, irrigação e drenagem, associou-se com empresas espanholas e, através da Tecnibéria, importou equipes de agrônomos daquele país que ajudaram a introduzir no Brasil, novas e modernas concepções para os projetos agropecuários. Graças ao sucesso e a qualidade de seus trabalhos, a TECNOSOLO sempre foi chamada a executar desafios como as maiores provas de carga e ensaios “in situ” como as das fundações da Ponte Rio-Niteroi, dos Reatores das Usinas de Angra, e na Barragem de dupla curvatura do Funil, concebeu e executou em caráter mundial, o primeiro ensaio “in situ” para obtenção dos módulos de elasticidade das rochas das ombreiras, verdadeiros recordes, na ocasião. Outras tecnologias inovadoras como as presso-ancoragens foram igualmente desenvolvidas com largo emprego nas fundações industriais e hoje já se contabilizam cerca de 1.000.000m de estacas desse gênero. A metodologia de aglutinação de terrenos não coesivos de predominância arenosa conhecida por Tecnoresina, utilizando resinas epoxi e gelatinosos, foi empregada de forma pioneira, para estabilizar as galerias do Metro-Rio, ao longo da R. Lauro Muller, com sucesso absoluto. Mais tarde, o deslizamento ocorrido no cais do porto de Fortaleza, foi estabilizado por esse processo, bem como, as ombreiras da barragem de Jacuy, da Belgo Mineira e a recuperação das fundações do Ed. Miguelangelo, em Recife. Como se verá mais adiante para a execução da terceira ponte de Vitória, criou e desenvolveu um audacioso sistema de “sino” pressurizado e submerso para permitir a execução de sondagens. Desenvolveu-se, paralelamente, o uso de concreto de altíssima resistência, empregado na recuperação dos Ed. Palace II e Banita e nos túneis estravasores das barragens de Orós-Ce) e Mauricio (MG). Como era natural, a empresa não se limitou, exclusivamente às tecnologias do solo e enveredou por outros segmentos da engenharia, criando uma notável diretoria de projeto e gerenciamento voltada aos grandes empreendimentos. A TECNOSOLO se caracterizou por ser uma empresa de desafios. Ela ostenta um acervo de cerca de 4 milhões de hectares em cerca de oitenta vales estudados, quase todos eles dentro da região nordestina. Perfurou o maior poço artesiano que se tem notícias no mundo, com uma vazão jorrante de 1 milhão de litros/hora e uma pressão manométrica equivalente a 60m de coluna d’água. Muito relevantes foram os estudos de zoneamento sócio-econômico do Estado de Rondônia, com financiamento do BIRD, que mereceu elogios de organismos da ONU, divulgando o trabalho da TECNOSOLO como padrão a ser imitado, por outros países, como exemplo de metodologias a serem empregadas em estudos similares. No segmento de transportes, a empresa atuou em dezenas de ferrovias, destacando-se a de Carajás e os Metros do Rio e São Paulo. Nada se compara, entretanto, ao projeto e gerenciamento da Linha Amarela, a primeira via expressa urbana, viabilizada, no Brasil, pelo sistema “BOT” que foi concebida e implantada em tempo recorde. Dentro da modernização e descentralização dos transportes rodoviários, na região do Grande Rio, concebeu e realizou os estudos e projetos executivos do Arco Metropolitano, super via expressa denominada que liga o Porto de Sepetiba aos principais eixos viários regionais, como a BR-116 Sul e Norte, a BR 040 , a Via Lagos, a BR 101 Norte , a RJ 116, que já está em operação plena. Em início da década de 80, conveniada com uma empresa espanhola, introduziu no Brasil os conceitos dos parqueamentos urbanos subterrâneos, haja vista que havia construido os maiores subsolos brasileiros como do BNDES, no Rio, do Banco Itaú, em São Paulo, do Banco Central, em Brasilia, dos hotéis Meridien e Sofitel,etc. Na parte portuária, destacam-se o porto de Pecém, Itaguaí e Manaus. No segmento aeroportuário, são significantes os projetos e gerenciamentos dos aeroportos de Salvador, Natal, Brasília, Fortaleza, São Luiz e uma dezena de aeródromos, além de ter feito o planejamento de todos os aeroportos brasileiros. Participou também da implantação de várias refinarias da Petrobras, como as de Landulfo Alves, Gramacho (Duque de Caxias), Betim, Campinas, etc., tendo recebido daquela estatal, prêmio pela qualidade de seu desempenho. No campo das fontes alternativas de energia, não se pode deixar de mencionar o “novo modelo energético do Estado do Amazonas” com suas 22 usinas termelétricas e 6 PCH’s, bem como, os inúmeros estudos de meio-ambiente por todo Brasil, inclusive projetos de saneamento, tratamento, preservação de águas e esgotos. A TECNOSOLO enfrentou um outro grande desafio quando assinou contrato para projetar, construir, equipar e operar a Arena Olímpica para os jogos Panamericanos do Rio, tudo isso, num prazo tido como impossível de 14 meses. Importante também citar o “know-how” adquirido nos projetos esportivos autossustentados, conveniados com empresas europeias. Recebeu o VI Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, pelo projeto de readequação do Estádio Fonte Nova, em Salvador, prêmio disputado entre outros 996 projetos. No que tange a atuação internacional, destacam-se os empreendimentos da Barragem de Mindu, na Tanzânia, sete outras barragens para um complexo empreendimento de irrigação, na Argélia, bem como os estudos para o metrô da capital. Atuou na Argentina fazendo os estudos de uma L.T. de 3.000km. No Chile fez a enfilagem do túnel adutor da Barragem da Colbum e, no Uruguai, participou da construção do sistema de águas para Montevideo. No Equador, onde chegou a ter uma filial, atuou nos estudos da auto estrada Quito-Guaiaquil. Na Bolívia, fez vários projetos referentes a irrigação e drenagem. Na Costa Rica atuou como consultora em projeto de usina para produção de álcool e açúcar. Finalmente, na Guatemala, contratada pelo BIRD, fez a supervisão/gerenciamento de um grande empreendimento agrícola. Com a Romênia, foi responsável pelo acordo entre aquele país e o governo do Estado do Rio de Janeiro, visando montar vagões ferroviários, em Três Rios, mediante transferência de tecnologia em troca de participação no programa de obras daquele país, recém saído do bloco da “cortina de ferro”, chegando a assinar, dois contratos para estabilização das encostas de importantes rodovias, na região de Brashov. Mais recentemente, atuou na Nigeria em estudos e projetos de saneamento e hospitalar. Chegou mesmo a fazer uma consultoria pontual em Formosa. Para serviços em águas profundas para a Petrobrás, disponibilizou, em consorcio com a International Marine Petrolium Corporation,do Kuwait, o primeiro navio-sonda provido de posicionamento dinâmico.

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Setor: BENS INDUSTRIAIS

SubSetor: CONSTRUÇÃO E ENGENHARIA

Segmento: CONSTRUÇÃO PESADA

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