Com 14 competidores, leilão de transmissão tem R$ 2,9 bi de investimento e deságio médio de 50%

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Realizado na última sexta-feira (17) pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, teve entre os vencedores a Taesa, Sterlite, Rialma, Neoenergia e a Energisa, resultando numa RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 201,593 milhões. A economia estimada de acordo com as premissas do leilão giram em torno de R$ 5 bilhões.

Com 14 companhias habilitadas, o lote 01 (que compreende 726km de extensão em ativos de transmissão entre os estados do PR e SP) foi o mais disputado e – com uma RAP de R$ 12,9 milhões, deságio de 48,12% – foi vencido pela Taesa. O investimento previsto na construção – dentro de um prazo de 60 meses – ficou em R$ 1,75 bilhão.

O lote 02 (que contempla a subestação Olindina II, no estado da Bahia (500 kV) e respectivas conexões entre pátios de 500 kV e 230 kV foi conquistado pela indiana Sterlite, com uma proposta de RAP de 7,093 milhões, deságio de 66,09% em relação à receita máxima. O investimento previsto na construção – dentro de um prazo de 36 meses – ficou em 52,13 milhões.

O lote 03 ( composto por duas linhas de transmissão de 230 kV com 166km entre Barreiras, Correntina e São Desidério, na Bahia) foi arrematado pela Rialma Administração e Participações, que ofereceu RAP de R$ 17,1 milhões, com deságio de 27,83%. O investimento previsto é de R$ 170,66 milhões com prazo de entrega de 42 meses.

O lote 04 ( subestação de 500 kV Estreito, que ficará em Ibiraí-MG ) foi vencido pela Neoenergia, que apresentou uma proposta de R$ 37,1 milhões, deságio de 58,63%. O projeto prevê o investimento de R$ 660,93 milhões com prazo de 48 meses.

Segundo a ANEEL, os investimentos das empresas vencedoras da licitação – somados – estão em aproximadamente R$ 2,9 bilhões, o que resultará na melhoria do serviço para a população.

O que é uma RAP (Receita Anual Permitida)?

É a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação o serviço público de transmissão aos usuários. Paras as transmissoras que foram licitadas, a RAP é obtida como resultado do próprio leilão de transmissão e é pago às transmissoras a partir da entrada em operação comercial de suas instalações, com revisão a cada quatro ou cinco anos, nos termos dos contratos de concessão.